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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Planejar pra quê?

Certa vez, imerso em minhas leituras, me deparei com um autor que me disse algo intrigante: "Comparação é uma coisa estúpida, porque a verdade de cada coisa é única e pertence a cada coisa". De fato, concordo, mas acho que algumas coisas compartilham certas verdades e gosto de fazer analogias. Mas o que isso tem a ver com planejamento? Nada, mas usarei uma comparação para falar um pouco sobre planejamento.

Tanto a economia de uma grande empresa, quanto a economia domiciliar, o transito das grandes cidades ou o percurso da viagem de férias devem ser bem planejados. Planejamento é um assunto amplamente abordado em diversas literaturas e é um assunto tão antigo que um best seller sobre o assunto, A Arte da Guerra, de Sun Tzu, foi escrito há quase 25 séculos, basta uma breve pesquisa na internet para encontrar uma infinidade de textos e mesmo com tanta informação sobre o assunto, são raros os empreendedores que colocam em prática o bom planejamento. Alguns até esboçam, mas muitos, a grande maioria, principalmente os pequenos tem dificuldade em planejar, principalmente no que se refere à comunicação e estratégias de marketing, o que não deveria acontecer.

(Lá vou eu com as analogias) De uma maneira superficial, planejar é como fazer um bolo. Percebi isso observando minha esposa (que por sinal faz ótimos bolos). Para preparar um bolo é necessário uma receita, dinheiro e conhecimento  para encontrar e adquirir os melhores ingredientes, e, principalmente, habilidade e competência para manipulá-los. Sem uma receita, mesmo que de memória, já não há como fazer o bolo. O sucesso de um negócio também requer uma boa receita, as informações são os ingredientes e é preciso saber como e onde consegui-las, quais e como utilizar e quais os objetivos almejados. Habilidade e competência são adquiridas através de estudos aliados à pratica. Tanto um simples bolo de fubá quanto um complexo bolo de aniversário ficarão perfeitos se os ingredientes tiverem as doses certas e forem manipulados adequadamente. Assim, de forma competente, com a mistura correta das informações corretas, tanto um plano para ações simples e corriqueiras quanto um planejamento maior obterão sucesso.

O por quê da existência do bolo, seja para o café da manhã ou para comemorar um casamento, todo mundo sabe. Mas para quê planejar seus negócios?

Um bom planejamento poupa dinheiro, tempo e esforços. O propósito do planejamento é é mapear e moldar os negócios e produtos da empresa (sejam bens ou serviços) direcionando o crescimento em vendas e/ou lucro. Para se planejar de forma adequada, é necessário conhecer o próprio negócio e ter consciência do ambiente em que ele se encontra, além  de boas doses de disciplina, pesquisa, imaginação, boa vontade e flexibilidade. Todo planejamento deve ter suas ações, e recursos (humanos, financeiros, logísticos...) muito bem detalhados. Mas como se iniciar um planejamento estratégico (seja de marketing, seja de comunicação)?

Eis aqui um ponto filosófico que tormenta a humanidade desde sempre e deveria servir de espelho para todo o empreendedor. É necessário descobrir quem somos, de onde viemos, onde estamos e para onde vamos. Isso cabe perfeitamente à qualquer empresa ou qualquer produto. Então há alguns passos básicos para este autodescobrimento:

  • Defina sua Missão: A finalidade de qualquer negócio é fornecer valor ao cliente sem abrir mão do lucro. A missão deve ser definida tanto no ambiente econômico quanto no ambiente social.  Sem uma missão coerente nenhuma estratégia faz sentido;
  • Análise do Ambiente: Há vários métodos de análise de ambiente, porém, ao meu ver, a mais simples e eficaz é a análise SWOT, que mede Forças, Oportunidades (ambiente externo), Fraquezas e Ameaças (ambiente externo). 
  • Estabelecimento de Unidades Estratégicas de Negócios: Define muito bem quais serão os produtos (bens ou serviços) a serem oferecidos, para quem será oferecido e quais são seus concorrentes;
  • Planejamento de Novos Negócios: Uma vez estabelecidas as unidades estratégicas de negócio, amplie seus horizontes, fique atento às necessidades dos consumidores e gere produtos que as satisfaçam;
Um planejamento pode ser de curto ou longo prazo, dependendo da necessidade e deve ter clareza, foco, concordância entre as partes envolvidas e também deve ser realista e quantificado. Além disso, deve ser periodicamente analisado para ver se está atingindo seus objetivos e quais mudanças serão necessárias.

As grandes corporações ou grandes marcas não chegaram onde estão por acaso, algumas nasceram pequenas como a LEGO, que nasceu em um fundo de quintal ou a Apple que nasceu numa garagem, o que os definiu como referências em seus mercados foram suas estratégias e o conhecimento de si mesmas e de seus respectivos ambientes. O Sebrae realiza anualmente um estudo sobre a sobrevivência das micro e pequenas empresas no Brasil, o estudo publicado em 2013 indica que 24,7% dos pequenos empreendimentos falem antes dos 2 anos de vida e que quase 50% são encerrados antes dos 5 anos de vida, um dos principais motivos da mortalidade das pequenas empresas é a falta de conhecimento ou de planejamento. Eis aí o grande divisor de águas.

No final, planejar e fazer um bolo só se diferem no tamanho da receita e no tempo empregado. Assim como um bolo pode ser comprado em uma confeitaria, um plano de comunicação e/ou marketing também pode ser contratado.

Grande abraço e obrigado pela atenção.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Influência do Pós-Vendas na qualidade final de bens ou serviços



Há 20 anos a realidade do marketing era bem diferente de hoje. Quem era o concorrente da Yakult? Quem era o concorrente da Marinex? Quem era o concorrente da IBM? Todos sabem que a disputa dos mercados anda cada vez mais acirrada, é raro um produto que não tenha seus concorrentes diretos, tanto que nem me lembro de algum (e você que está lendo provavelmente também não). 


Surge um produto sempre que é percebida uma necessidade do consumidor e, logo depois, concorrentes, como que do nada, começam a aparecer. (Mentira! Eles aparecem das oportunidades de mercado.) Como se não bastasse, muitas vezes aparecem com produtos melhorados, mais atraentes, que satisfazem ainda mais as necessidades e desejos do consumidor.

Para vacinar-se, uma marca pode investir em branding. Os departamentos de marketing suam a camisa para colocar uma marca no "top of mind", as empresas desembolsam fortunas em planejamento, campanhas, promoções... Tudo para o consumidor não se esquecer da Coca, do OMO, da FIAT, da Brastemp e, chegando no ponto de venda, optar por um produto daquela tal marca.


Para colaborar com isso, cabe ao departamento de marketing desenvolver várias atividades para que as empresas entreguem qualidade ao consumidor e sejam positivamente lembradas:
  1. Identificar as necessidades, desejos e exigências dos clientes (Pesquisa de Oportunidades);
  2. Comunicar ao setor de desenvolvimento do produto as expectativas percebidas pelo mercado;
  3. Disponibilizam canais de distribuição e venda;
  4. Comunicam aos clientes sobre as vantagens de seu produtos (Publicidade);
  5. Conferem se os clientes foram devidamente atendidos, se estão satisfeitos ou não. (Início do pós-vendas).
  6. Verificam sugestões dos clientes para melhorar seus bens e serviços, transmitindo as informações aos departamentos responsáveis.
Estes são alguns passos para que profissionais de marketing colaborem com a gestão de qualidade da empresa. Só que, algumas vezes, o obvio escapa aos olhos.


Ok. O cliente lembrou da marca, adquiriu o produto, levou para a casa aquela lavadora maravilhosa, ou aquele carro dos sonhos e está feliz da vida. Mas, de repente, surge um probleminha, um defeito que poderia ser resolvido facilmente e, nem sempre são. É aí, neste ponto, que muitas marcas pecam, devido uma má comunicação interna entre departamento de qualidade (ou garantia) e o marketing causa o desperdício de todo os esforços por um único e tolo motivo: Escutam, mas não ouvem o consumidor.

Pequenos problemas que não são resolvidos causam frustração em quem confiou seu suado dinheiro para que determinado produto (incluem-se aí os serviços, que também são produtos) satisfizesse uma necessidade sua. Todo o processo de conquista vai por água abaixo. É como conquistar uma namorada e, no dia do primeiro encontro, aparecer com outra.

Posso citar vários casos que vivi:

Vi uma montadora perder um "freguês" (sim, o sujeito já havia comprado 3 carros da marca) por vender um carro zero quilômetro que apresentou problemas que nunca foram solucionados.

Quando comprei minha moto, a loja errou ao passar os dados ao banco, que me cobrou R$10,00 a mais por prestação, me onerando em R$ 360,00. Propus que a loja me entregasse um acessório que custava R$ 150,00 para por uma pedra sobre a estória e ouvi do gerente "nossa loja não pode levar prejuízo". (Deixaram de vender ao menos 4 motos para amigos meus, uma delas no valor de R$ 32.000,00 na época).

Entre tantos outros casos, o que me espantou envolve a marca que ocupa a 5ª posição no Top Of Mind Datafolha 2012 na categoria eletrodomésticos, talvez seja a marca mais lembrada de impressoras. Comprei uma multifuncional com inúmeros recursos: economia nos cartuchos, possibilidade de imprimir de onde quer que eu estivesse, excelente velocidade, etc, etc, etc. O produto chegou com defeito (o que deveria ser inadmissível, uma vez que passa por um controle de qualidade). A tal empresa se propôs a retirar o produto e para isso eu deveria enviá-los apenas o que estaria em um "check-list" que eles me enviariam por email (algo que nunca recebi) Ao retornar da garantia faltava uma peça no conjunto. Pensei "ligo, aviso, eles me enviam e estamos bem". Doce ilusão. Depois de duas semanas de contato até mesmo com o "departamento de qualidade" a resposta (resumidamente) foi: "Sr, infelizmente não atenderemos sua solicitação, caso queira nos acionar judicialmente, fique à vontade, faça o que o Sr. achar melhor".
Essa postura leva qualquer consumidor a perder a confiança na marca e, com a quantidade de concorrentes no mercado, dificilmente venderá outro equipamento para quem passou por situação semelhante.

Já vi bons exemplos também. Um serviço de garantia que vejo com admiração é o da Intel. Quando um credenciado reclama algum defeito no equipamento, o fabricante envia um substituto em 24 horas, sem menor questionamento. Algo que a Lenovo também fez a poucos dias a respeito de um notebook com defeito.

Talvez hajam possíveis fraudes de garantias, mas arriscar perder, não só um cliente, mas também as pessoas que aquele pode influenciar é algo um tanto tolo. Kotler diz que o custo para se conquistar um cliente é muito mais alto do que para mantê-lo, eu ainda complemento dizendo que o prejuízo por perder um cliente já conquistado é maior do que o custo para conquistá-lo. Saber ouvir o consumidor, ter uma boa comunicação do departamento de marketing com todos os departamentos da empresa inclusive, senão, principalmente com o departamento de garantia, admitir os erros de forma rápida, deixar o consumidor satisfeito certamente custa menos que "comunicar sua nova postura" ou pagar o departamento jurídico para responder à ações, entre tantas outras ramificações do problema.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

De volta ao Planeta dos Mosaicos

Aperte o Play! É hora de recomeçar. E nada mais propício de que "restartar" em um começo de ano, após um fim de "fim de mundo". É bem por aí: Mundo Novo; Ano Novo; Vida Nova; Mosaico Nova.

Depois de um longo período com "as barbas de molho", a Mosaico retorna buscando fazer melhor a nossa função: Colaborar com nossos para que, além de sobreviver ao mercado, cresçam e atinjam a plenitude de seus negócios, com estratégia em doses certas de Marketing. A promessa é crescermos juntos, de maneira consciente.

Alguns de nossos serviços passaram por alterações estruturais e outros serão interrompidos. Nossas atividades estarão voltadas mais para a consultoria estratégica, incluindo pesquisa, planos de marketing, de comunicação e de mídia, que serão bem explicados neste blog (ao menos duas postagens mensais sobre o assunto) e em nossas reuniões de atendimento.

Aos nossos clientes atuais o desejo é de que continuem a crer no trabalho realizado ao longo dos anos, que, como todos sabem, sempre busca pela qualidade e hombridade (que não são virtudes, apenas obrigações bem cumpridas). Aos futuros clientes, que sejam bem-vindos!

Muita sorte para que a Luz de cada um resplandeça clareando os caminhos a serem percorridos! Grande abraço.

Edson Collo 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Conheça o IGA - Instituto Gnóstico de Antropologia

Foi em 1994 que ouvi algo sobre Gnose. Uma colega de trabalho me falou tão positivamente dos benefícios do autoconhecimento que me deixou impressionado. Depois, em 1997, foi a vez um professor dizer que a Gnose havia o ajudado a compreender melhor alguns acontecimentos de sua vida e a superar certos traumas. Fiquei ainda mais interessado, porém, trabalhando e estudando, eu achava que o tempo seria curto para "mais um curso".

Em 2001, no final de um dia de trabalho, vi um outdoor falando do curso e informando o endereço e horários, com destaque para "entrada franca". Pensei: "Puxa! Além de todos os benefícios que já ouvi o negócio ainda é de graça!". Nem me atentei em telefonar para saber se eu poderia aparecer por lá. Anotei o endereço e o horário e fui.

Um rapaz franzino, simpático e sorridente me recebeu. Aquele rapaz se tornou um grande amigo, como todos do Instituto. Seu nome: Laércio.

Tema da palestra do dia: "O significado oculto dos sonhos". Não haveria tema mais interessante para mim, que sempre fui muito ligado aos sonhos e o que eles revelam. Depois, vieram inúmeros outros temas que eu sempre tive curiosidade: Budismo, filosofia grega, a vida de Jesus, as pirâmides do Egito, Atlântida, Reencarnação. Além de outros que me ensinaram e me ensinam muita coisa até hoje. Conheci o Bagavad Gita, aprendi sobre a Cabala, sobre astrologia e uma infinidade de assuntos, todos me ajudam a compreender melhor o que sou e compreender as pessoas. Às vezes ainda me encontro perdido, mas basta recordar um pouco de tudo que aprendi no IGA e as coisas parecem ficar mais claras e mais fáceis.



Vez ou outra acabo convidando pessoas próximas para conhecer o IGA. Com isso, tive a sorte de ter por lá a melhor companhia de todas: A Gabi.

Hoje, convido você a conhecer o IGA e a Gnose e, assim, conhecer um pouco mais de você mesmo e do mundo que vivemos.

Convite feito, deixo meu cordial abraço.
Até a próxima.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desenvolvimento de identidade corporativa

Este trabalho foi realizado em setembro de 2011.

O cliente nos contactou para desenvolver um filme promocional (animação de imagens estáticas), onde seriam exibidos seus produtos e relatou o desejo de melhorar a imagem de sua lanchonete. A empresa fica dentro do Hortoshopping Ouro-Verde, em Campinas, local muito carente em termos de comunicação, ainda mais com a chegada do Shopping Ouro Verde (menos de 500m distante), um centro comercial mais moderno, bonito e com mais opções de lazer.

O Hortoshopping também é interessante. Há agências bancárias, farmácia, lojas de moda, uma famosa marca de cosméticos tem um quiosque intalado por lá, várias lanchonetes, loja de celulares, relógios e, claro, um sacolão. É um centro de comércio popular ligado ao terminal Ouro-Verde, em Campinas, é administrado pelo Ceasa Campinas. É um excelente lugar para negócios, mas está bem abandonado...

O cliente relatou a necessidade de se destacar diante de seus concorrentes e passou o desafio de reformular sua imagem.

Óbvio, há muito a ser feito, afinal, uma imagem bem construída requer estratégia em comunicação e a vivência de experiências positivas de seus clientes, mas, foi dado o primeiro passo.

    

 Imagens de como era a lanchonete antes dos trabalhos.



















            



Imagens dos trabalhos aprovados e entregues


Desenvolvemos uma logomarca, que fosse facilmente compreendida, agradável e transmitisse a qualidade dos produtos oferecidos

e um padrão visual atraente, com um leve xadrez predominando. O vermelho escurecido é para que a se perceba seriedade e o amarelo é para dar luz e vibração à logo.

O cliente prefere que o consumidor passe mais rápido pela loja, por isso o uso de cores quentes e vibrantes.



Contudo, há a necessidade de transmitir confiança, por isso a imagem remetendo à avó e neta junto ao slogam.





O consumidor da Salgados & Cia, tem resistência em consumir sucos em polpa, não o entende como natural, nem como saudável, daí o porquê de envelopar a geladeira que é vista por quem passa pelo corredor e trabalhar imagens atraentes para locis como o cardápio, o vídeo e a vitrine externa.

          
Todas as imagens de produtos foram produzidas a partir dos produtos vendidos na Salgados & Cia, da forma mais próxima a que recebe quem os pede no balcão (Exigência do cliente). 





 A imagem entre as tabelas (com números em cartões magnéticos, que facilitam a troca) refere-se à TV onde serão veiculados vídeos promocionais. Eis, abaixo, um resumo do vídeo entregue semana passada.







sábado, 6 de agosto de 2011

Sustentabilidade Mosaico

Pequenas atitudes que contribuem com o que há de mais valioso: A VIDA.

A Mosaico sempre buscou formas de trabalhar de forma sustentável, ainda estamos devendo muito ao nosso planeta, mas, pouco a pouco, vamos implantando métodos que diminuem estes débitos.

Apenas reciclar não é o bastante. Produzir materiais de maior durabilidade é uma forma de reduzir as trocas e o consumo de matérias primas.

Nossas impressões agora vêm com verniz U.V. que aumentam a vida útil das lonas e adesivos, as tintas utilizadas, cada vez mais, agridem cada vez menos ao meio ambiente. Tudo isso com alta qualidade estética.

Melhorar um pouquinho por dia, sem cessar, para preservar nossas reservas: Pode parecer pouco, mas são pequenos passos que conduzem à grandes jornadas.




quarta-feira, 18 de maio de 2011

Comunicação: Gasto ou Investimento?

Estamos em plena era da informação. Todo mundo sabe um pouco de cada coisa e com os buscadores da vida (Google, Cadê, Bing e Cia Ltda), essa sensação aumenta em cada um. Mas vamos pensar um pouco: Informação é conhecimento?

Certa vez um amigo me disse algo (mais ou menos) assim: "Podemos ler diversos livros sobre o sabor da laranja, sua textura, as sensações do seu sabor em nosso paladar, seu cheiro, as vitaminas que essa fruta contem, enfim, podemos ler tudo, de forma muito detalhada, sobre a laranja. Passaríamos dias entretidos na leitura, porém, se nunca tivermos a experiência de degustar tal fruto, nunca saberemos REALMENTE como ele é."

Bom, isso se aplica a muitos assuntos. Os livros, os posts, os blogs e etc, contem apenas o esboço do ponto de vista e da experiência de cada um.


Há um certo tempo fui chamado por um cliente para fazer a arte final para outdoor. O cliente já tinha determinado tudo, qual meio de veiculação, os pontos, a frequência, tudo. Me coube apenas elaborar os layouts (que, a bem da verdade, deram um trabalhão lascado, os detentores das imagens sequer sabiam o que viria a ser "alta resolução"). O fabricante do produto (lingerie para gestante) bancou toda a ação para sua revendedora.

Feito o trabalho, o mesmo foi veiculado. Até onde sei, seriam 6 pontos de exibição em Campinas. Passados alguns dias, visitei o cliente que me deu a seguinte notícia: "Seu trabalho não foi muito bom, apenas alguns clientes antigos da loja, representantes que abastecem a loja e vendedores de espaços publicitários (jornais de bairro, revistas e etc) entraram em contato ou visitaram a loja"

Oras, por quê será que isso aconteceu?

Simples: Os clientes da loja já têm a marca gravada em sua mente, logo, a lembrança da mesma foi facilitada; Os representantes têm todo o interesse comercial para o contato; Por fim, os vendedores de espaços publicitários comumente utilizam outros veículos, que não os seus, para garimpar potenciais anunciantes. Mas o maior motivo para essa ação não ter atingido os objetivos imaginados foi ter desconsiderado o Plano de Comunicação. Que resultados podem ser esperados quando não se conhece (sequer) o potencial do mercado, perfil e hábitos do consumidor e tantos outros dados importantes para a comunicação?

Não fiz um levantamento preciso, mas, certamente, essa ação não custou menos de R$ 6.000,00 na época. Valor que talvez tenha sido recuperado (ou não). R$ 6.000,00 não é uma verba muito alta para comunicação, mas certamente poderia ser mais bem aplicado e poderia fazer com que o capital investido tivesse maior retorno, trazendo novos clientes e aumentando a lembrança da marca.

Mas quem deve definir quanto, quando e onde investir a verba destinada à comunicação? Acredito que muitos pequenos empresários, devido à proximidade, tenham muito conhecimento de seu público consumidor e de seu negócio, mas nada como um publicitário para saber como aproveitar melhor o dinheiro investido, não só na definição da veiculação da campanha, mas também a forma de abordagem . Quanto ao conhecimento do empreendedor, este será transmitido através de um bem elaborado briefing.

Quando um plano de comunicação é bem elaborado, a publicidade se mostra algo simples e barata, afinal, caro é aquilo cujo preço pago não traz a satisfação esperada. Estamos na era da informação, mas comunicar requer mais, é necessário somar técnica e experiência para obter sucesso.

Não sou contra o "faça você mesmo". Muitas vezes me pego fazendo um bocado de coisas diferentes, em que nem chego perto de ser especialista, mas sei que os riscos de fracasso são muito maiores...

Acredite no poder da comunicação, da publicidade bem elaborada, e verá que não é gasto, mas sim, um investimento.

Um grande abraço à todos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Construindo Sua Marca


Quando vamos construir uma casa, normalmente, seguimos alguns passos:
1. Primeiro imaginamos como seria o modo de vida ideal, quais os benefícios que mais valorizamos;
2. Logo após começamos a imaginar em que lugar isso se realizaria;
3. Analisamos o quanto estamos dispostos a pagar;
4. Abrimos um leque de opções e procuramos algo que mais nos agrade;
5. Feita a escolha, adquirido o terreno, começamos a imaginar como é a casa ideal e quais confortos esperamos dela;
6. Novamente, analisamos a verba a ser aplicada;
7. Chamamos um arquiteto e dizemos à ele quais os nossos desejos;
8. Concluído o projeto, buscamos os melhores construtores que nosso dinheiro pode pagar;
9. Procuramos os melhores materiais de construção e acabamento que nossa verba permite adquirir;
10. Este processo todo sofre mudanças e adequações em cada passo. Porém, quanto mais bem planejado, quanto mais adequado à nossa realidade financeira, menos alterações serão realizadas;
10. Após um certo período, lá estamos nós, colhendo os frutos de muito trabalho e algumas (grandes ou pequenas) dores de cabeça.

Se tudo foi estudado, planejado e realizado, nossa casa será agradabilíssima. Se tudo foi feito ao acaso, sem analisar verba, nossos desejos ou sem se importar com o arquiteto, o engenheiro ou a equipe de obra, certamente, nossa casa será um caos.

Assim também acontece com sua marca, sua campanha publicitária ou com sua comunicação (por mais simples que seja. Palavras mal emitidas são palavras mal entendidas).

O terreno seria o mercado para seu produto.
A casa, a comunicação para seu público.
O arquiteto, seu publicitário.
Os engenheiros e construtores seriam as produtoras.
Os materiais aplicados à obra podem ser comparados aos veículos utilizados na comunicação.

Pense nisso quando for construir sua marca.

Nós da Mosaico queremos ajudá-lo neste processo. Fale conosco.

19 4141 6969
19 9171 3110


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Identidade Corporativa: A importância da Fachada II

Os ERROS das fachadas

Em outra postagem comentamos a importância da fachada para comunicação publicitária. Hoje vamos comentar algumas falhas muito comuns nessa ferramenta tão importante.

Não é difícil perceber alguns erros nas fachadas de lojas ou empresas de serviços, basta observar.

Estes erros seriam facilmente evitados com um planejamento. O maior problema é que o mercado de comunicação visual está cheio de prestadores de serviços que pouco se importam para o cliente. Eles querem "vender seu peixe".

Então, atente para estas dicas.

O principal erro é a falta de manutenção. É muito comum ver painéis sujos, velhos, desbotados ou pixações (acredite: há meios de evitar).

Back-lights: aqueles painéis acesos por dentro, são muito bonitos, porém, necessitam de muitos cuidados:

Pela translucides elevada, lonas impressas devem ser evitadas. Lonas, só com adesivos de recorte, algo que se torna cada vez mais raro, ou (como nos velhos tempos) tinta vinílica delimitada por película, que é um processo caríssimo.

Os materiais mais adequados para a produção destes elementos de fachada são as chapas de acrílico, PVC, alumínio, etc. O custo para a produção é bem superior à lona, porém, sua vida útil e estética são muito superiores, além do custo de manutenção ser reduzido. A longo prazo compensam muito.




Lâmpadas queimadas dever ser rapidamente repostas, para não transmitir sensação de abandono.

Vale a pena utilizar temporizador no lugar das fotocélulas para controlar o funcionamento, isso reduz consumo elétrico e prolonga a vida da parte elétrica desses luminosos. Já há a possibilidade de utilizar LEDs na iluminação.










Front-lights: Esses, como o nome diz, recebe a iluminação frontal, dão menos trabalho, mas ainda assim requerem cuidados. A escolha das cintas abraçadeiras de nylon, muito utilizadas para afixação das lonas talvez seja o que requer mais atenção. Há cintas que custam R$0,05 como há as que custam R$ 0,65 por unidade (aqui em Campinas). Como é possível intuir, as baratinhas se acabam rapidamente e no primeiro vento mais forte, lá se vai sua lona, como uma pipa... Advinhe qual a preferida entre "os vendedores de lona"...

Aconselho o uso das cintas da marca HellermannTyton, no meu ponto de vista, as mais confiáveis.



Patrocínio: Tome muito cuidado. O que deve prevalecer é SUA MARCA. O patrocinador já tem uma marca muito forte, uma assinatura com no máximo 20% da área de layout já rouba a cena.

Muita gente pensa: "Que bacana! A empresa tal ou qual pagará o painel de minha fachada!" Eis um grande equívoco. No caso relatado nesta foto, a empresa deve ter investido cerca de R$ 3000.00 para a produção do painel o que foi uma tremenda economia. Um outdoor na mesma avenida não sai por menos de R$1.000,00 por bissemana, acrescentado o custo da produção gráfica. Um ano tem 26 bissemanas, faça as contas...

Layouts mal planejados também são muito vistos.

Na hora de "ligar o Corel", o sujeito deve considerar a distância de visualização, elementos da rua, tais como postes, árvores, etc. Além de saber qual a informação deverá ter mais peso. Telefone em destaque? Só se for "delivery" ou serviços onde o telefone seja imprescindível. Vale repetir: A marca deve estar em primeiro plano.







Excesso de informação não faz bem. Opte por layouts limpos, contrate um bom artefinalista.

Não é pelo fato da impressão digital permitir uma infinidade de cores que você utilizará todas, certo?

É necessário pensar em seu consumidor. Como ele entenderá a fachada? Ela está comunicando com eficiência?







Assim como nos luminosos, opte por materiais mais duradouros. Lonas digitalizadas têm a vida muito curta (no máximo 2 anos) quando expostas à intempéries. Se seu produto requer fotos, utilize-as em apêndices alheios ao painel. Letreiros diretamente sobre a parede são ótima opção.

Por falar em letreiros, cuidado com aerografias. Essa técnica ganhou muitos adeptos, alguns deles, profissionais de alto gabarito, outros, péssimos. Lembre-se que a estética transmite segurança ou insegurança ao consumidor.

É isso aí. Na dúvida, consulte mais de um profissional. Contratar o primeiro que deixar o cartão pode causar mais prejuízos de que se pode imaginar.

Um grande abraço à todos. Sucesso!

Lembre-se do principal: O barato costuma sair caro.


Procure fazer com que sua fachada tenha o mesmo padrão de seu cartão, fôlder etc...

Planeje a verba para a manutenção e reformas necessárias.

terça-feira, 15 de março de 2011

Da Série "Meus Trabalhos Preferidos"


A Academia Novaes Fitnnes já deu muitas alegrias à Mosaico, mas este trabalho foi especial.
A academia atingiu as metas e objetivos traçados.

Fotografia e direção de arte: Edson Collo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Identidade Corporativa: A importância da Fachada.


Olá , caros amigos, nesta postagem irei falar de um assunto que tenho grande conhecimento: A fachada de sua empresa.

Em meados dos anos 1990 iniciei meus trabalhos como Designer de Fachadas Publicitárias (um nome chique para “Pintor Letrista”).

Era um tempo em que computador e programas gráficos eram muito raros e de preço altíssimo (as vedetes do momento eram o processador Intel 486/586 e o “moderníssimo“ monitor SVGA Color de, pasmem, 14 polegadas). Logo, o layout para a fachada seria feito à mão, com muita ajuda da imaginação do cliente, o que valorizava muito os bons profissionais. Não importava se o trabalho seria desenvolvido diretamente sobre a parede ou em painéis (luminosos ou não), era tudo feito artesanalmente, mas com muito critério.

Em minha lembrança, vivem pinturas esplêndidas como as Logomarcas da Mesbla, Skina Magazine, os painéis feitos nas paredes dos prédios pela equipe do Hélio Lucarelli (o precursor da empenas), os trailers de lanches que levavam pinturas da Coca-Cola (muitas delas feitas a pincéis de “pelo de Marta”). Me lembro que eles eram perfeitos, sem distorção das fontes, dos logotipos e de qualquer símbolo que compusesse “a arte”.

Hoje, os tempos são outros. A tecnologia nos auxilia a ganhar tempo e qualidade nos trabalhos. Manuais de logomarca e identidade visual são facilmente encontrados na web, (veja alguns links abaixo) o que facilita muito para as empresas especializadas na produção dos elementos que compõem a Identidade visual, entre eles, a fachada.

http://www.saebrasil.org.br/manual/saebrasil_identidade.pdf

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_padroes_visuais_samu.pdf

http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimento-e-cidadania/links-e-downloads/downloads/Petro_desenvolvimento.pdf

É pela fachada que o consumidor te encontra, mesmo que ele já o tenha localizado em outros anúncios. Se a estética da fachada for compatível com seu público consumidor, ela ajudará, e muito, a formar uma boa imagem da sua marca.

Muitas compras são decididas diante do ponto de venda. Sua fachada pode causar uma impressão positiva ou negativa na mente do consumidor. Em 2008, um supermercado nos contratou para apenas implantar um novo modelo para sua fachada, isso contribuiu para que as vendas obtivessem um aumento de cerca de 80% em comparação com o mesmo período de 2007. A Adhi Calçados, boutique de excelente padrão, localizada nos bairros Guanabara e Taquaral, em Campinas, tem na sua fachada o principal meio de comunicação (desde sua inauguração em 2004) e tem obtido resultados interessantes. Famosos fast foods, bancos, rede de postos de gasolina e hipermercados são exemplos de comunicação através da fachada.

Segundo alguns teóricos, um dos processos de decisão de compra segue a seguinte ordem: Exposição; Atenção; Compreensão; Aceitação. Se logo na Exposição já houve uma falha, o processo todo será afetado.

Este é um detalhe muito importante e que algumas empresas têm deixado de lado.

E a sua fachada? Como anda?

Um grande abraço,

Edson Collo


Empresas que trabalham muito bem na produção de fachadas publicitárias:

· Luminosos Campinas

Contato: (19) 3242 9977

· Adesive Comunicação Visual

Contato: (19) 3229 0252

· Banner House

Contato: (19) 3237 3118